É a mesma metodologia dos grupos de apoio a alcoólatras, drogados e viciados em geral, você tem que aprender a viver um dia de cada vez. Não é fácil. Mas não é fácil MESMO! Dói pra cacete e tem horas que você que bater a cabeça na parede pra ver se a dor diminui pelo menos um pouquinho. Mas ela está lá. É como diz o poeta, ela é realmente inevitável. Mas o sofrimento não é tão opcional assim. É inerente. Se dói, você vai sofrer. Pouco, muito. A intensidade varia conforme a cabeça é ocupada. E tem horas em que você atola a cabeça de coisas, informações e afazeres mas, mesmo assim, os malditos pensamentos ruins não querem te deixar. E você não está preparado. Nunca está. E nem adianta bancar o forte, o inabalável. Sozinho com você, você sempre vai saber que não é tão inabalável assim.
E a dor... A dor é tão forte que você nem sabe de onde vem. E não tem momento certo. Você pode estar na rua, num bar com amigos ou em casa sozinho, lendo. Quando ela vem, você acha que vai morrer. Chora e esperneia, mas ela não cessa. Ela não quer sair de você. Mas, você sabe que tem que arrancá-la do peito a qualquer custo. Doa em quem doer. Que só não doa em você.

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